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Ideia para Copa do Mundo ser realizada a cada dois anos preocupa Uefa; entenda

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O lendário técnico do Arsenal, Arsène Wenger, está longe da beira dos gramados há um bom tempo, mas continua inteiramente envolvido. Nesta sexta-feira (03), o agora chefe de Desenvolvimento Global de Futebol da Fifa concedeu uma entrevista explicando as vantagens de se ter uma Copa do Mundo a cada dois anos.

Ao jornal francês “L’Equipe”, Wenger explicou que até 2024 nada se altera. No entanto, depois desse ano, mudanças poderão ocorrer e a Copa do Mundo poderá acontecer numa frequência a cada dois anos.

Mesmo com a justificativa de “melhorar o nível do futebol mundial”, a ideia da Fifa não agradou ao presidente da Uefa, Aleksander Ceferin. Segundo informações obtidas pela Associated Press, o mandatário do futebol europeu não gostou nada dessa movimentação da Fifa.

A “Associated Press” teve acesso a uma carta que Ceferin enviou ao Football Supporters Group, grupo que também não concorda e não apoia a ideia de Wenger e companhia.

(Foto: Harold Cunningham - UEFA/UEFA via Getty Images)

De acordo com ao documento obtido pela “AP”, que foi enviado ao diretor do Football Supporters Group, Ronan Evain, o presidente da Uefa se mostrou firme e determinado a não deixar a ideia de uma Copa do Mundo bienal acontecer.

“A UEFA e as suas federações nacionais também têm sérias reservas e graves preocupações em relação aos relatórios dos planos da FIFA.”

Ceferin também deixou claro o problema que essa Copa do Mundo bienal traria para o já caótico calendário do futebol.

“Como um exemplo concreto entre tantos, é imperativo destacar as preocupações compartilhadas em todo o mundo do futebol em relação ao impacto que uma Copa do Mundo da FIFA bienal teria no calendário de jogos internacionais e, principalmente neste contexto, no futebol feminino”, disse.

Além disso, Ceferin comentou sobre o fato da proposta da Fifa não ter chegado aos demais envolvidos na constituição do esporte.

“Tais propostas não foram apresentadas às confederações, associações nacionais, ligas, clubes, jogadores, treinadores, clubes e toda a comunidade futebolística”, escreveu.

Por fim, o presidente da Uefa deixou claro que a Football Supporters Group pode contar com o apoio da entidade europeia nessa questão.

“Devemos trabalhar juntos para defender os interesses do jogo e reforçar a posição dos torcedores como principais interessados”, finalizou.

A ideia da Fifa é antiga, mas avançou nos últimos meses, principalmente com a participação de Arsène Wenger. A lenda do Arsenal tem concedido entrevistas sobre os aspectos positivos da proposta da entidade que controla o futebol em todo o planeta.

(Foto de capa: Getty Images)

João Felix
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