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Diretor financeiro do Corinthians explica como foi possível investir em grandes reforços

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O Corinthians fechou 2019 com um déficit R$ 195,4 milhões, assim como o resultado de 2020 foi negativo (R$ 123,3 milhões). De 2018 a 2020, a dívida do clube saltou de R$ 469 milhões para R$ 956,9 milhões. Porém em 2021 a equipe fez grandes contratações, como Giuliano, Renato Augusto e Roger Guedes.

Em entrevista à “Gazeta esportiva”, o diretor financeiro do Timão explicou como foi possível reforçar o elenco com grandes nomes. Para ele, boas contratações dão maiores chances do time ser competitivo, alcançar boas posições, além de venda de produtos. 

“Por diversas vezes informamos à Fiel que chegaria a hora de contratações pontuais para equilibrar nossa equipe de futebol e aumentar nossa competitividade, o que também é importante para o incremento das receitas. E este momento chegou”.

“Sim, tratamos como investimento. E subiu ao máximo a responsabilidade de assertividade de nossas contratações. Não tenho procuração para falar do futebol, mas financeiramente, um bom desempenho esportivo em 2021 projeta melhores receitas variáveis, vinculadas à posição no Brasileiro, e mais direitos de transmissão num torneio internacional importante como a Libertadores”, revelou

“É preciso lembrar também que a gente já projeta o retorno do público para o final deste ano, o que deve alavancar a procura pelo programa Fiel Torcedor, que foi uma das principais receitas que o clube perdeu durante a pandemia”, finalizou.

Sobre a folha salarial incluindo o trio recém-chegado, Wesley Melo revelou que o valor atual se encaixa no nível de competitividade que o futebol brasileiro exige.

“Com todas as movimentações de atletas, saídas e contratações, a folha deve ficar entre R$ 10 milhões e R$ 11 milhões, o que se encaixa no nível de competitividade que o futebol brasileiro exige. A austeridade existe para deixar o investimento mais eficiente e o time, mais competitivo. Tivemos alguns atrasos, mas, hoje, os salários estão todos em dia. Acertamos essa semana algumas pendências com a base e acertaremos o restante até o final do mês”.

Foto de capa: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
João Felix

Com essa base de conhecimento e experiência, Wesley acredita que o Corinthians tem potencial para encerrar o ano com uma receita bruta acima de R$ 500 milhões, uma barreira jamais superada na história corintiana.

“Existe, sim, essa possibilidade pela geração de novas receitas batalhadas pelo nosso departamento de marketing e também pela expectativa de venda de jogadores”.

Dentro de todo o planejamento, separar o futebol profissional do clube social e dos esportes amadores está fora de cogitação.

“O nosso modelo de gestão é para contemplar clube e futebol juntos, nunca separados. O caixa é único para atender a tudo que nossa instituição se propõe a oferecer aos torcedores e sócios”.

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