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Justiça decide executar R$ 93,5 milhões em dívidas trabalhistas do Vasco

Jorge Salgado Vasco
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A Justiça decidiu executar R$ 93,5 milhões em dívidas trabalhistas do Vasco, referente ao Ato Trabalhista, parcelamento de débitos que foi cancelado em maio. O valor é cobrado de uma única vez. A informação inicial foi divulgada pelo site “Esporte News Mundo” e confirmada pelo “Globo Esporte”.

A decisão foi publicada nesta terça-feira pelo juiz Fernando Reis de Abreu, gestor de centralização do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região (TRT-1). A medida foi tomada a partir de um processo, iniciado em 2014, de um ex-funcionário que cobrava R$ 60 mil do clube. 

O valor executado de R$ 93,5 milhões pode aumentar, pois ainda passará por revisão da contadoria do tribunal. Atualmente, ele incidirá em receita de direitos de transmissão e patrocínios, também na penhora de bens materiais. 

Foto de capa: Jorge Perci/Vasco
João Felix
  • R$ 24 milhões do Grupo Globo por direitos de transmissão imediatamente. Após, 30% do que o clube ainda for receber.
  • Bloqueio das contas do Vasco limitado a R$ 900 mil por mês.
  • 30% dos créditos do Vasco junto à CBF por premiações e classificações em torneios.
  • 30% dos créditos do Vasco relacionados ao programa de sócio-torcedor.
  • 30% dos créditos da VascoTV.
  • 30% do valor que o Vasco tem a receber junto à Record TV por direitos de transmissão.
  • 30% do patrocínio do Vasco junto ao Banco BMG, TIM, Havan e Ambev.

O Vasco havia renovado o Ato Trabalhista em 2019 ainda na gestão de Alexandre Campello, e deveria pagar mensalmente R$ 2 milhões no parcelamento de dívidas com ex-funcionários. Após decidir excluir o benefício em maio, já na gestão de Jorge Salgado, o clube recorreu, mas sem êxito.

O magistrado, no entanto, não indicou quais imóveis devem ser penhorados. Havendo bens imóveis, determino desde já a sua penhora, confeccionando-se os respectivos termos e determinando aos Cartórios de Registro de Imóveis a averbação, via ARISP. Determino que as avaliações dos imóveis sejam feitos pela leiloeira (…), a qual deverá ser incluída nos autos desde já, sendo certo que o valor da avaliação estará embutido na comissão de leiloeira. Vindo a avaliação, dê-se ciência à ré – escreveu o juiz.

O clube ainda não se manifestou sobre a decisão de Fernando Reis. 

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