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CBF não paga salários de jogadores do Flamengo e do Palmeiras cedidos à seleção brasileira, revela jornalista

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A briga envolvendo o Flamengo e a CBF ganhou um novo capítulo neste sábado (19). Em apuração realizada pelo jornalista Rodrigo Mattos, do “UOL Esporte”, a entidade tem contrariado a lei ao não realizar o pagamento dos salários dos rubro-negros Gabriel Barbosa e Everton Ribeiro, e de Weverton, do Palmeiras, enquanto estão servindo à seleção brasileira desde as Eliminatórias e durante a Copa América.

A Lei Pele prevê em seu artigo 41, que “a entidade convocadora indenizará a cedente dos encargos previstos no contrato de trabalho, pelo período em que durar a convocação do atleta, sem prejuízo de eventuais ajustes celebrados entre este e a entidade convocadora”. Dessa forma, a CBF é obrigada a arcar com o pagamento de um mês e meio de salário para os três atletas em questão.

Foto: Getty Images
João Felix

Pela lei, o pagamento deve ocorrer também em caso de contusão, pois o período de convocação se estende até o jogador estar apto para retornar à sua equipe. É o caso de Pedro, por exemplo, que foi convocado para preparação para os Jogos Olímpicos e contraiu Covid-19, o que impossibilitou seu retorno aos gramados pelo Flamengo. Assim como seus colegas de time, também não foi indenizado.

Rodrigo Mattos explica ainda que a CBF vem ignorando a Lei há um período considerável, se recusando a pagar os salários de jogadores da seleção olímpica e da base. Segundo ele, a diretoria rubro-negra já cobrou valores da organização, mas não recebeu resposta. A única opção seria um pedido junto ao STJD, mas não houve solicitação até o momento.

Faturamento

Apesar de não realizar os pagamentos, a CBF fatura milhões com o uso dos atletas. O jornalista revelou que o contrato com a emissora de TV “Globo” durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 prevê uma remuneração de US$2 milhões (R$10 milhões) por jogo em casa. Na Copa América, o valor é de US$4 milhões (R$20 milhões) para cada seleção. Nesse período, então, o faturamento mínimo bate na casa dos R$30 milhões. Caso seja campeão da competição sul-americana, o Brasil pode ganhar mais US$10 milhões (R$50 milhões).

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