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CPI do Ninho na Alerj indicia nove por homicídio culposo; Bandeira e monitor ficam de fora

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A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar incêndios que aconteceram no Rio de Janeiro nos últimos anos, entre eles o que matou dez jovens jogadores da base do Flamengo no Ninho do Urubu, concluiu seu relatório nesta segunda-feira (15). Nove pessoas foram indiciadas pela CPI. O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello não foi apontado como um dos responsáveis e ficou de fora da lista. Além dele, o monitor Marcus Vinícius Medeiros não foi indiciado. A informação é do “Globo Esporte”.

Os nove foram indiciados por homicídio culposo. Em janeiro, denúncia do Ministério Público denunciou onze pessoas por incêndio culposo – nela constavam Bandeira e o monitor do Ninho. Entre outras diferenças, no incêndio culposo os reús não vão a júri popular e as penas possíveis são menores do que no homicídio.

O relatório ainda precisa ser submetido a votação pelo plenário da Alerj. A expectativa é que isso ocorra na próxima semana. Se aprovado, por maioria simples (metade mais um), será encaminhado para o Ministério Público que pode fazer nova denúncia ou anexar à denúncia já existente.

João Felix

Veja quem são os indiciados pela CPI:

– Márcio Garotti – ex-diretor financeiro do Flamengo
– Carlos Noval – ex-diretor da base do Flamengo, atual gerente de transição do clube
– Marcelo Sá – engenheiro do Flamengo
– Luiz Felipe Pondé – engenheiro do Flamengo
– Claudia Pereira Rodrigues – NHJ (empresa que forneceu os contêineres)
– Weslley Gimenes – NHJ
– Danilo da Silva Duarte – NHJ
– Fabio Hilário da Silva – NHJ
– Edson Colman da Silva – técnico em refrigeração

No relatório, os deputados concluíram que a atual gestão, que assumira pouco mais de um mês antes do incêndio, agiu com “falta de humanidade” na negociação com as famílias. E que o problema não foi tratado como prioridade do clube.

Foto de capa: Reprodução/Twitter

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