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Ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello responsabiliza gestão atual por permanência de garotos em contêineres

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O ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello foi acusado de ter sido um dos responsáveis pelo incêndio que matou dez jovens da base. No entanto, em sua defesa, os advogados destacaram que ele não pode ser responsabilizado pelos fatos que levaram o incêndio, uma vez que já havia deixado o comando do clube.

A base dessa argumentação é que o reparo mal feito num dos aparelhos de ar condicionado ocorreu dias antes da tragédia, em janeiro, já na gestão de Rodolfo Landim. Além disso, ressalta que o novo alojamento para os garotos já estava pronta, refutando que a decisão de mantê-los nos contêineres foi da nova gestão. As informações foram divulgadas pelo jornal “O Dia”.
“Uma vez que o incêndio ocorreu, segundo as informações, por falta de manutenção ou defeito de aparelhos, cuja supervisão e revisão estava a cargo de um técnico, essa causa superveniente (conduta descuidada do técnico ou supervisor) exclui a suposta causalidade anterior, imputada ao ex-presidente do Clube”, afirma o jurista Juarez Tavares.
Foto de capa: Alexandre Vidal/Flamengo
João Felix

Acrescentou: “Apesar de ter contratado os referidos módulos habitacionais, conforme será demonstrado na instrução, em dezembro de 2018, antes de EDUARDO BANDEIRA DE MELLO deixar a presidência, cerca dois meses antes dos fatos, os atletas da base que ainda tinham competição foram transferidos para novas instalações do CT”.

De acordo com o Ministério Público, a gestão de Bandeira de Mello não cumpriu exigências  da Promotoria da Infância e Juventude, em processo iniciado em 2012. A denúncia afirma que foram feitos diversos relatórios apontando precariedade nas instalações, bem como uma clandestinidade dos contêineres.

No entanto, o ex-dirigente afirma ser invesrídicas as acusações, visto que as constatações da promotoria não não se referiam aos contêineres, como destacado no trecho abaixo. Os advogados ressaltam que as constatações que se referem à denúncia estão desatualizadas e que as exigências feitas pela promotoria teriam sido cumpridas. Inclusive, há um relatório da própria promotoria, feita  ao longo de 2016 e 2017, com elogios às melhorias feitas pelo clube.

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