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Real Madrid teria aceitado 200 milhões de euros de empresas situadas em paraíso fiscal

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De acordo com o “infoLibre” e baseado em documentos do “Football Leaks”, o Real Madrid aceitou, em 2016, que um fundo norte-americano, Providence, pagasse o valor de 200 milhões de euros (cerca de R$ 720 milhões na cotação da época) ao clube através de duas empresas sediadas em um paraíso fiscal nas Ilhas Cayman, território britânico. Assim, o clube merengue teria prosseguido com o negócio, mesmo tendo ciência de que poderia vir a ter problemas com a Receita Federal da Espanha.

A notícia ainda conta com um e-mail que teria sido enviado pelo diretor-geral do Real Madrid, José Ángel Sánchez, alertando a situação. “Duas empresas radicadas (domiciliadas) nas Ilhas Cayman e sediadas num edifício em George Town onde milhares de outras empresas também têm sede garantem o pagamento de € 200 milhões ao clube em nome de uma sociedade luxemburguesa de 20 mil euros de capital social! Parece uma piada, mas temo que seja a sério”, teria escrito o dirigente.

João Felix

Desse modo, o Real Madrid assinou, em conjunto com o Providence, uma carta de intenções em que indicava que cobraria 500 milhões de euros em dez anos, divididos em três partes, com duas parcelas de 200 milhões e outra de 100. Tal valor representava a aquisição de 23,75% de alguns dos direitos de exploração comercial, como patrocínios ou conteúdos relacionados com o site do clube. A primeira parcela de 200 milhões de euros prolongava-se pelo período de 2017 a 2021 e os documentos agora revelados referem que o acordo não incluía a publicidade nas camisas ou o ‘naming rights’ do Santiago Bernabéu e do centro de treinamento.

Foto: Reprodução/Getty Images

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