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STJD arquiva inquérito de acusação de racismo de Gerson contra Ramírez, do Bahia

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) arquivou, nesta quinta-feira (11), o inquérito que investigava a acusação de injúria racial feita pelo meia Gerson, do Flamengo, contra o meia-atacante Índio Ramírez, do Bahia. Segundo o relator do processo, Maurício Neves Fonseca, a denúncia teve ausência de depoimento do jogador do clube rubro-negro – e de suas testemunhas – e, sobretudo, insuficiência de provas.

O relator afirmou que todas as pessoas ouvidas no caso não ouviram o colombiano dizer a Gerson “cala a boca, negro”, que foi a acusação feita pelo jogador do Flamengo. De acordo com Fonseca, inclusive Bruno Henrique e Natan, jogadores do time carioca, disseram à polícia civil não terem escutado tal frase. Além disso, por estarem concentrados para o clássico diante do Vasco, que ocorreu há uma semana, tanto Gerson como Bruno Henrique e Natan não estiveram presentes no depoimento do processo.

João Felix

Veja trecho do relatório do processo:

“Os atletas Gerson Santos da Silva, Bruno Henrique Pinto e Natan Bernardo de Souza, todos do Flamengo, embora instados a prestarem depoimento em 03/02/2021, não compareceram ao Tribunal, tampouco manifestaram interesse em realizar as oitivas por videoconferência, tal como lhes foi facultado por esse relator.

Destarte, para que seja caracterizada a existência de infração disciplinar e determinada a sua autoria, é necessário que venham aos autos elementos que comprovem os fatos e sua materialidade, para ser reconhecida a justa causa, cujo requisito é obrigatório para deflagrar um processo disciplinar desportivo.

No caso em apreço, temos apenas a palavra isolada do atleta Gerson, que embora tenha sido levada em consideração por este Colendo STJD, tanto que houve a instauração do presente inquérito, ela, por si só, não autoriza o oferecimento de denúncia, eis que desprovida de provas.”

Foto: Divulgação/CR Flamengo

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