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Gerson, do Flamengo, presta depoimento após caso de injúria racial: “Não vim falar só por mim”

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Na manhã desta terça-feira, Gerson, volante do Flamengo, prestou depoimento na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio de Janeiro, sobre o caso de injúria racial envolvendo o jogador do Bahia, Ramírez.

Segundo o camisa 8 da equipe carioca, o colombiano teria falado “cala boca, negro” durante uma discussão no segundo tempo do confronto do último domingo, no Maracanã. Além de Gerson, Mano Menezes e Ramírez também devem ser ouvidos pela polícia para explicar o caso.

Em um vídeo divulgado pelo perfil do Flamengo nas redes sociais, Gerson disse que utilizou sua voz ativa como jogador de futebol para dar forças a outras pessoas que sofrem de racismo e outro tipo de preconceito diariamente.

“Estou aqui na delegacia, vim falar sobre o ocorrido. Quero deixar bem claro que não vim aqui só para falar por mim, mas também para falar por minha filha, que é negra, meus sobrinhos, que são negros, meu pai, minha mãe, amigos também, e a todos os negros que têm no mundo. Sobre o fato que aconteceu, hoje, graças a Deus, tenho um status de jogador de futebol, onde tenho voz ativa para poder falar e dar força para outras pessoas que sofrem de racismo ou outro tipo de preconceito”.

João Felix

Gerson chegou ao local pouco antes das 10h, hora marcada para o depoimento, acompanhado de Rodrigo Dunshee, vice-presidente Geral e Jurídio do Flamengo, e Rômulo Holanda, advogado do jogador. 

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