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Abel Ferreira cede primeira entrevista como treinador do Palmeiras: “Atravessei o Atlântico para trabalhar”

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Anunciado na sexta-feira (30), o treinador Abel Ferreira foi oficialmente apresentado como novo treinador do Palmeiras. Em sua primeira coletiva como comandante do Alviverde, o português falou sobre suas primeiras impressões, influências para vir ao Brasil, adaptação e objetivos.
 
Abel se disse impressionado com a estrutura do clube. “A organização e a grandeza do clube, foi o que mais me impressionou. Uma coisa é o que dizem e outra é o que sente quando está no clube. Sua organização, grandeza, plano de presente e futuro. A forma global como veem o futebol. Agradou-me ter plano, organização, saber tudo o que querem e quando é assim é mais fácil estar perto de atingir vitórias e títulos”, comentou.

Em seguida, o treinador comentou sobre suas influências para treinar um time no Brasil. “Eu sou um homem de convicções. Eu gosto de seguir meus instintos, me desafiar. Não foi pelo que os outros disseram ou mostraram, foi por convicção que tenho que com o Palmeiras acrescentar títulos na minha carreira. E só estando com os melhores isso é possível. Minha vontade de representar um grande clube. Fiz meu trabalho de casa, como o clube fez ao apostar em mim. Verde e branco é algo que me persegue como jogador e treinador”, disse.

João Felix

O português afirmou que já irá estar no comando da equipe na quinta-feira (5), na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o RB Bragantino. Abel completou a fala comentando sobre sua adaptação. “Tem condições de mora aqui no CT. Atravessei o Atlântico pra trabalhar, ganhar, ajudar a estrutura e os jogadores a crescer, não pra conhecer a cidade. É minha missão. Minha estadia nos próximos meses será aqui dentro. Não nos falta nada, o clube oferece todas as condições para o trabalho na plenitude”.

Outras respostas: 

Quanto perguntado se havia conversado com o interino Andrey Lopes: 

Sim, quem não gosta de receber um time com vitórias, com vontade de ganhar, garra, energia e agressividade? Mas a verdade que já tinha falado com os jogadores. A diretoria queria um vídeo pra me apresentar, eu neguei, queria falar direto com os jogadores. É deles que dependo, é com eles que trabalho, é com eles que vamos ganhar. Peço desculpas se não fiz esse vídeo, mas primeiro os nossos jogadores. Andrey falou muito bem, time teve comportamento espetacular. Ele conhece muito bem os jogadores e o clube, foi quem mais informações me passou, tem ideias europeias, a forma como gosta de organizar o time. É um aliado seguramente. Tivemos o dia todo ontem reunido pra trocar impressões e falar. Penso como os jogadores. A escola que eles andam eu já andei. Ninguém está acima da grandeza do clube, Trabalhamos todo pelo mesmo. Todos aqui tem a missão de dar o melhor de si, para domingo darmos alegria aos nossos torcedores;

Sobre as recentes trocas de técnico no Palmeiras e o tempo para trabalhar: 

Eu não vivo uma coisa que me guia. Algum dia vai acontecer isso. Ainda não fui despedido, mas um dia vou ser. É natural. No futebol, u mata ou morre. Vivemos em uma selva. As regras do jogo são claras: ou ganha ou ganha. Mas gostei muito. O presidente fez perguntas, mas também perguntei a ele. Estudei o clube e as minhas ambições de agora e do futuro se encaixam muito. O clube trabalha mútuo com a base, mas não podemos esquecer dos mais experientes, que ajudam os jovens a crescer. Há um plano muito bem definido por quem trabalha direto na base, mas não podemos esquecer os mais velhos, que podem ajudar os mais jovens a crescer. Assim é possível ter presente e futuro. Não quero saber disso de tempo. Vivo minha vida com muita intensidade, não penso a longo prazo. Vou defender o verde e branco até a morte. É o resultado que nos guia. É loucura ter dois meses com 18 jogos, mas ok, vamos encarar com seriedade, disciplina, comunicação. O que mais gostei de ouvir que o presidente sabe o que quer para o presente e futuro para o clube, isso que mais me agradou. Tive vontade de representar este clube, vou dar o melhor de mim de coração e alma para representar este clube; 

Sobre o projeto: 

No projeto tem que ganhar. Tem que ver o contexto que chega. É uma realidade diferente. A mente aberta que tenho que ter, para me adaptar rapidamente ao clube, a cidade… E a capacidade que todos têm de me acolher, trabalhando sem tempo. Não há tempo de treinar. Mas o projeto, o clube fez uma grande reforma na equipe, temos jogadores de forma constante vindo da base, temos o Renan e o Gabriel Silva treinando conosco, mas o time tem jogadores da base que já treinam conosco, como o Veron, tem o Wesley em seu primeiro ano, o Danilo, o Patrick, o Vinicius, o Gabriel Menino, que estão na primeira vez no Brasileiro. Vi um menino chamado Felipe Melo ter 10 quilômetros no jogo com intensidade. Isso agrada. Ver o Luiz Adriano recuperar bolas na nossa área. Por isso ganhamos o jogo, dos mais novos e mais velhos. O time está bem;

Sobre a Libertadores:

Todas as competições são importantes, Palmeiras compete em todas para ganhar. Mas vai ter que ter comunicação com o núcleo de saúde e performance. Ainda tenho que ver se fi nós que fizemos o calendário, se foi assim porque tinha quer ser, pois ele é maluco. Vamos ver com a logística como recuperar e as exigências também. Me reuni com o núcleo de saúde, foi urgente. Estamos em todas as competições e já ganhamos uma. Mas vamos ter que falar muito sobre logística, gerir tudo. Temos as seleções. Viña tem 17 jogos seguidos e vai pra seleção, tem Gomez e Weverton para sair. Vim para ensinar e aprender. Não sei tudo;

Sobre o time ter capacidade de jogar bonito: 

Eu não comento opiniões de outros técnicos. Cada um tem a sua. Vou dar a minha: temos um time competitivo, com gente experiente que quer ganhar, com jovens que querem aparecer, ir para Europa, mas para isso precisam correr muito e da ajuda dos mais velhos. Vi o Felipe a correr, o Luiz Adriano a correr e os mais jovens têm de fazer isso. Isso faz a diferença. Não há outra forma de vencer. Ninguém me garante que se tiver os melhores jogadores vamos ganhar. Mas se tivermos a melhor equipe, temos mais chance de ganhar. Nem os treinadores com os melhores jogadores garantem que vão ganhar. Mas quem tem o melhor time tem mais chance de ganhar. Não prometo resultado ou títulos. Prometo trabalho e que o Palmeiras no primeiro ao último minuto fará tudo para ganhar;

Avaliação do elenco e se pensa em reforços: 

Aos reforços, o primeiro que temos que fazer é olhar pra dentro do clube e saber se tem alguém aqui que pode ocupar essa exigência. Não precisamos buscar jovens, pois aqui temos. Se não acontecer, vamos atrás. Mas fiz meu diagnóstico. Não é preciso mexer muito, temos bons jogadores. Temos jovens. Já entreguei esse diagnóstico ao nosso diretor. E será sempre nessa linha: procurar dentro do clube, se não tiver procuramos fora. Não tem que mexer muito, estamos bem, temos uma base muito boa. Mas temos o Viña com 17 jogos seguidos. Ele é top. Vamos perder alguns para seleções. Vamos ter que procurar soluções. Estamos em todas as competições por méritos de quem trabalhou antes de mim. Todas nossas decisões serão para melhorar o Palmeiras e o nosso plantel.

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