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80 anos de Pelé, uma história que caminha junto com a do futebol

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Se alguém disser que o Pelé não é o maior da história do futebol mundial, precisa voltar na enciclopédia do esporte e ver o que ele representou. Ao todo, o ‘Rei’, como é conhecido, conquistou três Copas do Mundo, mais do que muitos países tradicionais, além de seis Brasileiros, duas Libertadores e dois Intercontinentais.

Se não bastasse os títulos, Pelé também acumula diversos recordes individuais, como o maior número de gols – 1283 no total; maior número de assistências em uma única edição de Copa do Mundo, com sete passes; mais jovem a participar de uma Copa, além de ser também o mais jovem a marcar gol em final de Copa, com 17 anos.

João Felix

Nascido em 23 de outubro de 1940, em Três Corações-MG, filho de Dondinho, jogador de futebol que brilhou no interior de Minas Gerais, Pelé, ou Edson Arantes do Nascimento, criou-se influenciado pelo talento de seu pai, que era um exímio cabeceador, a ponto de fazer cinco gols desta forma em uma única partida.

Pelé cresceu com o dom do cabeceio, mas não só este fundamento, como todos os outros. Era tão completo que, com 15 anos, chamou a atenção de Lula, técnico do Santos, e logo foi considerado uma grande promessa.

No dia 7 de julho de 1957, Pelé começava a escrever sua história com a camisa da Seleção. O jogo não poderia ser outro: clássico contra a Argentina pela Copa Roca. Imagem: Acervo CBF

Pouco mais de dois anos já participava de sua primeira Copa do Mundo, em 1958. Em 1962, em sua segunda Copa, e já mais maduro, recebeu propostas de clubes como Real Madrid, Juventus e Manchester United, mas Jânio Quadros já havia o considerado “tesouro nacional”, fato que o segurou no Brasil por quase toda sua carreira, para dar todas as glórias possíveis ao Santos.

Já nos anos 70, após conquistar o tricampeonato da Copa do Mundo, o Rei se permitiu voar para outro continente, e jogou no Cosmos, dos Estados Unidos, popularizando o esporte que era pouco visado por lá.

Em 1986, Pelé protagonizou um momento encarado com bom humor por alguns e como soberba por outros. O Brasil estava se preparando para a Copa daquele ano. Quando os atletas estavam concentrados na  Granja Comary, Renato Gaúcho e Leandro foram cortados por problemas disciplinares.  

Depois da saída dos dois, Pelé se ofereceu para ser convocado e ajudar o país. O ex-jogador, que tinha 46 anos, pediu um mês para entrar em forma e disse que aceitaria ficar no banco e entrar apenas quando o time precisasse. Apesar do apelo da mídia na época, Telê Santana não quis convocá-lo. Essa seria a segunda Copa no México em um intervalo de 16 anos. Na primeira, a Seleção conquistou o tri-mundial. 

FORA DOS GRAMADOS:

Além de astro em campo, o Rei do Futebol também sempre esteve ligado à música. Já compôs canções e até participou de um álbum em conjunto com a cantora Elis Regina em 1969.

A música mais conhecida de Pelé é “ABC”, gravada em 1998 como parte da campanha do Governo Federal “Brasil em Ação”, que incentivava a alfabetização. Pelé também já se aventurou nas telinhas do cinema. Atuou em filmes como “Fuga para Vitória”, que tem Sylvester Stallone no elenco, e também no longa nacional “Os Trombadinhas”. 

Pelé também cursou o ensino superior e se formou em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santos.

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