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Justiça aceita pedido de sindicato de funcionários e adia Palmeiras x Flamengo

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Depois do pedido do Sindeclubes, sindicato de funcionários de clubes do Rio de Janeiro, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) decidiu adiar a partida entre Palmeiras e Flamengo, válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Flamengo teria a disposição 21 funcionários para o jogo, mas o documento do TRT-RJ afirma que existe um ”risco elevado de contágio”. O entendimento da Justiça é que, já que muitos também viajaram para o Equador, existe a possibilidade de alguns terem testado falso negativo.

O juiz Felipe Olmo, responsável pelo caso, também afirmou se preocupar com a família dos jogadores de ambos os times, que estariam em risco depois da partida.

João Felix

Confira alguns dos argumentos para o adiamento da partida no texto do juiz Felipe Olmo:

“Apesar dos protocolos estabelecidos pela CBF e pelo 2º réu, é público e notório, pelos documentos e notícias juntadas aos autos, que há um surto focalizado entre os empregados e jogadores do Clube de Regatas do Flamengo. Em razão dos eventuais resultados falso-negativos e da possibilidade de haver infectados dentro do período de incubação, não há garantia de que os empregados saudáveis não terão contato com outros empregados que possam estar infectados.

Deve-se ressaltar, ainda, que os exames são realizados com antecedência de 2 a 3 dias, e que outros empregados podem ter sido infectados após a realização do exame, em razão do surto focalizado já mencionado. Neste contexto, não há como garantir que empregados que tenham testado negativo estejam, de fato, saudáveis e não estejam transmitindo o vírus, seja pela possibilidade de resultado falso-negativo, seja pela possibilidade de ter contraído o vírus após a realização do exame.

Ressalte-se que o sindicato autor representa o staff do clube, composto, muitas vezes, por pessoas idosas e/ou pertencentes ao grupo de risco, o que potencializa o risco da realização da partida em questão.

Manter a partida implicaria risco demasiado para a saúde de jogadores das duas equipes, comissão técnica e demais empregados. Além disso, há risco de contaminação dos familiares, quando do retorno para casa.”

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