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E-mails mostram que Flamengo sabia de “grande risco” nove meses antes do incêndio no Ninho do Urubu

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Documentos em poder da Justiça revelam que o Flamengo foi alertado dos riscos em função da precariedade das instalações elétricas do Ninho do Urubu desde 11 de maio de 2018 – nove meses antes do incêndio do alojamento que matou dez meninos da categoria de base após curto-circuito em um dos aparelhos de ar-condicionado.

Os e-mails trocados entre os responsáveis da época do CT apontaram aos dirigentes do clube as “não conformidades” das instalações e suas gravidades, e que os autos de infração da Prefeitura não eram os únicos problemas para o funcionamento do lugar como dormitório. As informações foram divulgadas pelo “UOL Esportes”.

Nas correspondências digitais, um técnico contratado pelo Flamengo apontou problemas em diversos itens do sistema elétrico. O relatório, inclusive, afirmava a necessidade um “atendimento emergencial”. 

João Felix

“A avaliação foi realizada na presença do Sr Adilson, da empresa CBI, este indicado pelo Sr Luiz Humberto (Gerente de Administração do Flamengo), sendo comprovado as não-conformidades e suas gravidades. Conforme a avaliação do Sr. Adilson e relatório anterior, a situação é de alta relevância e grande risco, ficando este de apresentar uma proposta ao Sr. Luiz Humberto para atendimentos emergenciais de alguns pontos: quadro elétrico, disjuntores e fiação no jardim, quadro elétrico atrás do alojamento da base”.

Parte do relatório que apontava necessidade de reparos no sistema elétrico do Ninho, CT do Flamengo — Foto: Reprodução

No relatório, foram anexadas fotos que detalhavam especialmente as citadas “gambiarras” no quadro elétrico atrás do alojamento da base. Além disso, a observação final foi o que mais chamou a atenção, pois afirmavam que não modificariam as irregularidades, visto que o local seria demolido e substituído por novas instalações até o fim do ano de 2018.

“As irregularidades abaixo não serão tratadas no momento, pois, conforme informação, o local será demolido e substituído por novas instalações até o final do ano de 2018, deixando claro que caso haja fiscalização e autuação o argumento mesmo que evidente não justifica a irregularidade, ficando a critério do órgão fiscalizador a penalidade ou intervenção”.

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