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Oficialmente apresentado, Domènec Torrent projeta anos frente ao Flamengo com muitas conquistas

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Ao lado de Rodolfo Landim e Marcos Braz,  Domènec Torrent foi oficialmente apresentado pelo Rubro-Negro carioca. Em coletiva de imprensa no Ninho do Urubu, o treinador catalão se mostrou otimista e almejou muitos anos frente ao clube, ambicionando conquistas com um futebol ofensivo e vitorioso.

‘Dome’, como gosta de ser chamado, iniciou a entrevista agradecendo pela oportunidade de comandar um dos grandes clubes do mundo. “Quando se fala em time brasileiro na Europa, o primeiro que vem a cabeça é o Flamengo”, disse o técnico, que afirmou já ter assistindo em torno de nove a dez jogos do
Rubro-Negro, incluindo as finais da Libertadores, contra o River Plate, e o Mundial de Clubes, contra o Liverpool.

João Felix
Antes da apresentação oficial, Domènec Torrent assinou contrato com o Flamengo - Foto: Reprodução/Twitter

Quando questionado sobre o que os torcedores devem esperar de seu trabalho, Dome respondeu que implantaria um esquema ofensivo, semelhante ao de Jorge Jesus. “Tenho um jogo ofensivo, prefiro ganhar de 4 a 3 do que de 1 a 0, e acho que isso é importante para a torcida. Sei que para um clube tão grande como é o Flamengo o importante é ganhar, ganhar e ganhar. Mas o importante pra mim é como ganhar. Tenho na cabeça que precisamos jogar bonito”, acrescentou.

Como citado ao longo da apresentação, o treinador se comparou muitas vezes com o ex-treinador do Flamengo, afirmando que o trabalho de Jorge Jesus deve ser valorizado e que ele e sua comissão aproveitarão os ensinamentos do português. Além disso, Dome também disse que entrou em contato com o ‘Mister’ e sua comissão para ter mais informações sobre o clube que passará a treinar.

“Tenho noção clara de como Jesus jogava e sei como quero que meu time jogue. O mais difícil do futebol não é ganhar, mas sim voltar a ganhar. O mais difícil não é ser vencedor, mas sim ser vencedor mais vezes. Então, estamos aqui para vencer por muitos anos, não só por um ano. 2019 foi muito importante para o clube, mas o mais importante é ter um projeto ganhador de dois, três anos, ou mais tempo”, disse o novo treinador.

 

Confira outros trechos da coletiva de Domènec Torrent:

Qual foi sua maior motivação para vir ao Brasil mesmo em uma situação de pandemia?

– Eu tinha ofertas na Europa e América, mas quando gente de confiança minha na América do Sul me falou do Flamengo, eu me desliguei de todas as outras opções. Quando o Flamengo te chama, não pode dizer não. Não se sei o Brasil sabe o quanto o Brasil é respeitado fora da América. Na Europa, quando falam de um clube brasileiro, o primeiro nome que surge é o flamengo. Existem poucas equipes que se equiparam ao flamengo no mundo.

Você acredita que o elenco atual é capaz de comportar a sequência de jogos que o clube terá na temporada?

– Acho que somos 100% capazes. Quando trabalhei no Barcelona, Bayern e City acontecia o mesmo. Nós jogávamos três jogos por semana, que é o que vai acontecer aqui. Estou acostumado. O mais importante nas primeiras semanas é ver como os jogadores estão. Não vim aqui de férias. Até gostaria
porque o Brasil é muito bonito. Espero ficar aqui por muitos anos, mas de férias não tem nada.

Como você vê as críticas em relação a treinadores estrangeiros no Brasil?

– Eu sei que para técnicos estrangeiros trabalharem fora de pais é difícil. Eu respeito muito os técnicos brasileiros, porque tem grandes brasileiros aqui. Mas acredito que o europeu pode adicionar coisas diferentes, somar. Acredito que o treinador brasileiro é muito respeitado, como Felipão, Luxemburgo. Não é uma luta de técnicos, cada um tem suas ideias. Na Europa, se joga mais rápido. O técnico brasileiro é muito respeitado ao redor de todo o mundo. Todo técnico tem sua ideia, temos que respeitar todos.

Como você traçaria um paralelo entre futebol europeu e brasileiro?

– No futebol europeu se joga mais rápido do que aqui. Brasil é muita técnica. Creio que há uma relação, porque os estádios do Brasil melhoraram, é importante para os jogadores, para o espetáculo. E isso ajuda ao jogo a ficar mais rápido igual na Europa. O brasileiro esta acostumado. Eu via isso em
brasileiros que treinei. O brasileiro gosta de jogar mais lento, e creio que não é certo. Creio que o brasileiro pode jogar de qualquer maneira porque tem muita qualidade.

Você chegou ao Bayern após o time conquistar tudo na temporada anterior. Como isso ajuda agora no Flamengo?

– Ajuda na experiência. Quando chegamos ao Bayern, tinham ganhado tudo. Os jogadores são muito inteligentes e não têm problema em trocar o estilo porque são profissionais, e eles querem continuar a ganhar. E estamos aqui para isso. Para continuar ganhando. Repito, não é só ganhar, mas o  importante é voltar a ganhar.

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