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Fluminense e Grêmio se manifestam sobre posição contrária à MP-984

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Dos 20 clubes da série A, apenas quatro não assinaram o manifesto a favor da MP-984, que define o mandante como dono dos direitos de transmissão. Dois dos clubes que não assinaram se posicionaram sobre o motivo de sua decisão: Grêmio e Fluminense.

Em entrevista ao “Lance!”, o presidente do tricolor gaúcho Romildo Bolzan, pediu uma discussão extensa entre os clubes. “Não é a questão da MP das transmissões ser boa ou ruim. Queremos apenas um debate mais amplo do cenário todo. Caso seja para mudar, que haja uma mudança definitiva da legislação e da mentalidade do futebol brasileiro. Foi por isto que não assinei o acordo”, afirmou.

O presidente continuou, e questionou a pressa com que as decisões foram tomadas. “Vamos discutir um planejamento transmissão que só mudará em 2024 (no Campeonato Brasileiro) sem fazer qualquer debate? E tudo isso pela demanda de um clube. Isto não quer dizer que eu não apoie mudanças nas regras de transmissão, que não sejam necessárias, mas tínhamos de nos debruçar antes sobre o tema”.

Mário Bittencourt defende uma discussão mais ampla sobre a MP. Foto: Divulgação/Fuminense
João Felix

Já o Fluminense se manifestou através de uma nota oficial, onde o clube defende a necessidade de uma “negociação coletiva de direitos e, indissociavelmente, no debate coletivo, o que ainda não ocorreu de forma estruturada”. O tricolor das Laranjeiras disse ainda que os clubes brasileiros se encontram em momentos diferentes e que há especificidades regionais de mercado, que precisam ser discutidas coletivamente, a fim de evitar ações precipitadas.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O Fluminense Football Club entende que os dispositivos da MP 984 carecem de melhor entendimento por parte dos clubes. Acreditamos que o debate é necessário e este ainda não se deu de forma adequada. Portanto, não foi ainda conclusivo para uma tomada de posição. O Fluminense acredita na negociação coletiva de direitos e, indissociavelmente, no debate coletivo, o que ainda não ocorreu de forma estruturada.

A MP tem repercussão sobre vários aspectos da vida dos clubes. Cada um deles se encontra em um momento, com diferenças importantes a depender, por exemplo, das especificidades de seus mercados regionais. Nem mesmo as empresas de mídia têm ainda clareza sobre o ambiente de negócios que se projeta, o papel de cada player e os riscos envolvidos. Menos informados ainda estão as administrações dos clubes, com algumas poucas exceções.

Por fim, entendemos que os que querem mudar o futebol brasileiro não devem agir com precipitação e opiniões pouco fundamentadas, como sempre o fizeram aqueles que, investidos de boas intenções ou não, acabaram por conduzi-lo pelo caminho da incerteza e da perda de relevância”.

 

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