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Protocolos do Carioca rendem discussões entre Caio Ribeiro, Galvão Bueno e Cléber Machado em programa esportivo

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Os jornalistas Galvão Bueno, Cléber Machado e Caio Ribeiro se envolveram em uma discussão durante o programa “Bem Amigos”. O assunto foi sobre o que deveria ter sido feito em relação ao Volta Redonda, que teve três jogadores infectados pelo coronavírus pouco antes do confronto contra o Fluminense.

Enquanto Galvão e Cléber defenderam que o risco de contágio aumentou com a realização da partida, Caio defendeu o protocolo do Carioca seguido pelo clube – os atletas foram afastados, o elenco testado e o jogo ocorreu normalmente.

“Ontem eu fiquei muito bem impressionado com o Volta Redonda e como o Botafogo voltou. Falei com uma pessoa de dentro do Volta Redonda e ele me garantiu que os três jogadores que testaram positivo para Covid-19 não tiveram contato com os outros jogadores. Eles chegaram ao CT, não houve concentração. Quando se apresentaram para ir ao jogo, foram testados e imediatamente separados”, ressaltou Caio.

João Felix

Cléber Machado indagou: “Mas e os dias anteriores, Caio? Eles podem ter tido contato. A questão são os dias anteriores”. Galvão complementou: “Eles não treinaram durante a semana com os outros jogadores?”

Confira a conversa do programa:

Caio: “Vou checar a informação de quando foi detectado, mas no momento em que foram detectados, foram colocados à parte”.

Cléber: “Sim, Caio, mas o que a gente está dizendo é o seguinte: você chega para fazer o Bem, Amigos!, todos fazem o teste e só você tem a doença – só você é retirado. Mas, se a gente faz um ensaio nos dias anteriores, nós tivemos contato”.

Caio: “Tivemos, mas vocês também foram testados e deu negativo”.

Galvão: “Gente, eu não sou médico, eles devem tomar as decisões. Mas, pelo que eu leio, acompanho, o que acontece é que quando sai o resultado do teste, a pessoa já estava infectada. (…) Nos Estados Unidos, o time da Marta foi testado na chegada na sede de onde a competição será encerrada. Ali, dez jogadoras testaram positivo e o time foi retirado do campeonato. A diferença de postura que me angustia”.

Caio: “São posturas diferentes. O que eu quero dizer é que todos os clubes e jogadores são testados. A partir do momento que três jogadores testam positivo, eles são retirados. Ele pode ter contraído antes, mas ele estava sendo testado antes”.

Cléber: “Caio, nós torcemos para que todos os testes deem negativo, ou no máximo que deem que o jogador está imunizado. Mas, aparentemente, pelo que se lê, não dá para ter certeza se os outros não vão dar positivo depois”.

Caio: “Volto a dizer que no momento em que foram testados, eles foram afastados e, aparentemente não tiveram contato com os outros jogadores”.

Galvão: “Caio, estamos torcendo para que ninguém teste positivo. Claro que foram afastados do jogo. Mas se treinaram naquela semana, podem ter contaminado alguém que deu negativo no teste. E as atitudes em outros lugares têm sido diferentes”.

Caio (mais exaltado): “Tudo bem. Pode ter acontecido tudo isso e pode não ter acontecido”.

Galvão, elevando o tom da discussão: “Caio, me perdoe, mas não podemos ficar na dependência do ‘pode ou não pode’ ter acontecido. Tem que ser uma coisa mais rigorosa. Não podemos jogar com a sorte”.

Caio: “Mas ninguém está jogando com a sorte. Os clubes estão respeitando protocolos de saúde. Uma outra discussão é estudar um protocolo diferente e é uma outra discussão”.

Ao observar o clima da discussão, Cléber Machado tomou a palavra e encerrou com uma reflexão.

O ideal seria que ninguém estivesse infectado. Mas acho que podemos esperar para ter certeza de que voltar com o futebol é uma coisa boa, para que não seja algo discutível, como está sendo agora”.

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