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Roger Machado cita ‘barreiras invisíveis’ para os negros no futebol

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Roger Machado, treinador do Bahia, deu entrevista nesta quinta-feira ao “Expediente Futebol”, dos canais “Fox Sports”. Dentre os assuntos conversados, o técnico destacou o racismo que existe no futebol brasileiro. Para ele, dentro e fora dos gramados, existem ‘barreiras invisíveis’ para os atletas e profissionais negros.

“Eu vejo que o futebol repete, reproduz e amplifica a sociedade brasileira. Assim como fora do futebol, dentro há diversos tipos de preconceito. E é evidente que há o preconceito de cor nas esferas e estruturas do futebol, pois os espaços não são preenchidos proporcionalmente pela presença dos negros no esporte. À medida que saímos do campo, temos barreiras invisíveis que impedem a ascensão dos negros aos espaços de poder. (…) E o futebol também reproduz o discurso da sociedade de que não há racismo, mesmo quando, na prática, ele pode ser identificado”, disse.

Foto: Twitter
João Felix

Roger conversou também sobre o fatídico 7 a 1, de 2014: “Acho que o futebol brasileiro tem treinadores modernos e atualizados, mas os acontecimentos da Copa de 2014 jogaram uma cortina de fumaça sobre eles. Eu penso muito nisso porque eu mesmo só estou aqui por ter ocupado esse espaço. Uma geração de treinadores foi considerada culpada pelo mau resultado da seleção brasileira e os times buscaram novos técnicos. Mas esses treinadores estão voltando e conseguindo o reconhecimento merecido, como o próprio Felipão, que, depois do 7 a 1, venceu muito na China, em confrontos contra alguns dos grandes treinadores europeus. Depois, ainda questionado, voltou ao Brasil e venceu mais uma vez. O Luxemburgo, que me ensinou muito no Grêmio, praticamente teve que criar um canal no YouTube para convencer as pessoas que entende de tática. E agora voltou a ganhar reconhecimento do mercado”.

Por último, Roger falou sobre o efeito do coronavírus no futebol brasileiro: “Era impossível imaginar o retorno uniforme dos clubes aos treinamentos. Até pela diferença do avanço do Coronavírus em cada estado. Eu penso que se uma equipe treinar 30, 40 dias e a outra treinar o dobro do tempo, não vai ter muita diferença, pois estamos acostumados a um tempo curto de preparação aqui no Brasil. O que nos preocupa mesmo é o tempo que os atletas ficaram parados. Isso sim é anormal. Já são cem dias seguidos. (…) Agora, é prematuro o retorno das competições por tudo o que a gente está vivendo”.

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