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Renato se defende por ida à praia: “Grupo de risco? O mundo todo é”

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Flagrado no último domingo na praia de Ipanema, onde estava com amigos e bateu uma bolinha, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, teve de se defender das críticas por ignorar o isolamento social que ele mesmo passou defendendo nos últimos meses. Há mais de três meses no Rio de Janeiro, onde ficou para não se expor numa viagem a Porto Alegre durante a pandemia da Covid-19, Renato disse que está sem função no Tricolor gaúcho, uma vez que aguarda sinal verde para retornar ao clube – por ser grupo de risco, em função da cirurgia no coração a que foi submetido em 2019, ele foi orientada pela direção a permanecer na cidade.

“Estou há três meses em casa, e abriram as praias há três semanas. Fui dar um mergulho e fiquei lá 40 minutos, mas parece que o planeta está de cabeça para baixo! Eu sou grupo de risco? O mundo todo é! Todo mundo corre risco com esse vírus”, disse o treinador ao site “Globoesporte.com”, esquecendo-se de que um decreto municipal no Rio de Janeiro permite a prática de esportes no mar, mas proíbe pessoas na faixa de areia. “Não tenho o que fazer em Porto Alegre. Há os protocolos, e eu falo direto com o presidente (Romildo Bolzan Júnior). Se ele mandar voltar, eu vou amanhã, mas aí eu não teria função. Meus dois auxiliares estão quase sem ter o que fazer, e eu seria apenas mais um. Isso se não travarem mais as coisas, uma vez que trocaram a bandeira.”

Renato refere-se à medida do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que declarou a capital Porto Alegre como sendo bandeira vermelha – o prefeito Nelson Marchezan Jr., no entanto, permitiu que os clubes de futebol continuassem suas atividades. Ao “Uol Esporte”, o técnico voltou a se defender e disse que não vê problema no que fez. “A pessoa pública está sujeita a ser fotografada. Não devo nada a ninguém, não fiz nada errado. Shopping e restaurante podem, mas dar um mergulho na praia não pode? Mesmo com o Rio liberando o banho de mar? Ah, por favor!”

Ao se defender, o treinador do Grêmio voltou a ignorar as regras da Prefeitura do Rio de Janeiro. “Eu sempre tomo cuidados. Estava afastado das outras pessoas ali e desci do meu prédio, porque moro a 50 metros da praia. Não estava de máscara porque entrei na água, e ali não é proibido. Fiquei menos de uma hora lá, então é muita tempestade em copo d’água. Eu vou à praia e não devo nada a ninguém. Se tiver que fazer de novo, eu vou fazer mesmo. A praia está liberada.”

João Felix

O Grêmio, por sua vez, soltou um comunicado oficial no qual ressalta que a decisão de ir à praia é de responsabilidade do treinador.

O Grêmio FBPA desde o início da pandemia do Covid-19 vem orientando seus colaboradores sobre cuidados necessários para barrar eventual contágio, além de implementar rígidos protocolos médicos e sanitários, seguindo todas as determinações das autoridades municipal e governamental, para preservar a integridade física de atletas, integrantes da comissão técnica e funcionários em geral.

Seguindo esta referência de procedimentos adotados pela instituição, o técnico Renato Portaluppi está sendo mantido, por recomendação médica, em isolamento social no Rio de Janeiro, onde reside. Neste sentido, mesmo não cabendo ao Clube responder por atividades de foro privado praticadas por seus profissionais, a instituição reitera que determinou a todos rigor e atenção à observância dos mesmos procedimentos sanitários estabelecidos para cumprimento no Centro de Treinamentos e fora dele.

Renato Gaúcho
Renato Gaúcho, ainda em Porto Alegre e antes da paralisação do futebol em todo o Brasil (Divulgação)

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