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Abel Braga fala sobre rebaixamento do Cruzeiro e exalta Jorge Jesus: “Tenho que parabenizá-lo pelo trabalho que está fazendo”

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Abel Braga esteve à frente do Flamengo antes de Jorge Jesus assumir o time, e não escondeu sua admiração pelo trabalho realizado pelo técnico no último ano. Para ele, o rubro-negro carioca está exibindo uma forma fantástica de jogar e conseguindo vencer sempre.

Porém, apesar dos elogios ao novo comandante, Abel relembra com tristeza e mágoa a maneira que deixou o clube da Gávea no ano passado. Ainda ressaltou que não tem a ver com o português, mas sim com a postura adotada pelo Flamengo.

“Eu tenho que parabenizar o Jorge Jesus pelo trabalho que ele está fazendo. Eu só saí magoado pela maneira com que o negócio foi tratado, não por contratarem o Jesus. Eu também fui contratado por outros times. Mas a  maneira com que foi feita é que eu não achei correta. Agora eu estou maravilhado com o trabalho do Jesus. Sem demagogia. 

Ainda acrescentou: “Com a chegada do Jesus e mais quatro jogadores titulares – três na defesa e o Gérson – , o trabalho está ótimo. Em nenhum outro clube – nem em Portugal, Espanha ou França – ele vai ser tão querido como ele é no Flamengo. Além disso, o time exibe uma forma de jogar fantástica, está ganhando. A única coisa que pode mudar é a questão familiar ou a pandemia”, desabafou Abel em entrevista ao programa “Expediente Futebol”, da Fox Sports 

João Felix

Sobre o rebaixamento do Cruzeiro, o técnico explicou que ligações do elenco o fizeram assumir o time na reta final do Brasileiro, mesmo esse não sendo o seu perfil de trabalho. Além disso, contou que não conseguiria prever que o Cruzeiro estaria na situação atual pelo tempo que viveu na Toca da Raposa.

Eu não tinha esse hábito de pegar os clubes do meio para o final das competições. Mas os jogadores me ligaram. Eu não queria, mas não tinha como me safar. E eu tenho uma gratidão muito grande com o Cruzeiro, que me recebeu quando eu me machuquei na época de jogador. É um clube que vinha ganhando tudo e que teve um treinador por quase três anos. À frente do time, eu tive jogos interessantes e vitórias também.

Abel completou: “O ambiente era excepcional, a comissão técnica e a condição de trabalho também. E, em momento nenhum, o grupo colocou o problema financeiro como motivo. E o time era muito bom também. Não dá pra entender. Também não consegui, assim como o Rogério não conseguiu e o Adílson também não, depois de mim. Eu passei lá dois meses e não consegui prever que a situação fosse ficar tão grave como está”.

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