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Ceni fala sobre Sampaoli e Jesus, e afirma: “É preciso ter ousadia”

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Em entrevista ao blog do jornalista Mauro Cezar Pereira, no site ”Uol Esporte”, Rogério Ceni falou sobre suas preferências no futebol brasileiro quando o assunto são os treinadores. O ídolo do São Paulo atualmente comanda o Fortaleza após saída conturbada do Cruzeiro.

Ao falar do nível técnico e tático do futebol brasileiro, Rogério analisou: ”Depende do clube, se começar analisando por um Flamengo, um Santos do Sampaoli, que, acredito, funcionará no Atlético Mineiro. Tem o Palmeiras, pelo elenco que possui, mas a tendência é que a gente aprenda com os treinadores que vêm de fora. Mas claro que a situação financeira, caso do Flamengo que é o grande exemplo de qualidade e condições financeiras. E ainda mais agora, com cinco substituições. Mas também é preciso ter a ousadia do treinador, de querer jogar para a frente”.

O ex-goleiro também elogiou alguns treinadores brasileiros: ”Em sistemas de jogo, vejo o (Fernando) Diniz bem no São Paulo, (Vanderlei) Luxemburgo pode dar um ânimo ao Palmeiras, Roger (Machado), que é um jovem treinador, tenta jogar de forma ofensiva ou reativo, mas não ficando apenas lá atrás. O Inter, com (Eduardo) Coudet, vem crescendo, tem o Odair (Hellmann) no Fluminense, Renato vem de um trabalho mais estruturado. Vejo bons treinadores e bons trabalhos dentro de cada filosofia, e a chegada de estrangeiros mostrou que é possível fazer melhor em sistemas de jogo”.

João Felix

Jorge Jesus foi campeão brasileiro pelo Flamengo no ano passado, e Sampaoli conquistou o segundo lugar, com o Santos. Os dois são estrangeiros. O sucesso de ambos no futebol nacional gerou um certo desconforto em alguns treinadores brasileiros, mas Rogério leva essa questão de forma mais natural: ”Claro que o Jorge Jesus manteve 70%, 80% do time, mas o Flamengo também ofereceu toda a estrutura e dinheiro para contratações de jogadores fantásticos. Já Sampaoli tinha menor investimento, sempre teve que subir uma hora ou mais de ônibus para pegar avião. Mas teve muita intensidade o jogo dele. Eu gosto muito do Sampaoli, em 2017 passei uma semana vendo o trabalho dele em Sevilla, foi um orgulho poder enfrentá-lo com o Fortaleza e vencer o Santos, como derrotar o Cruzeiro. E não acho demérito nenhum acompanhar trabalhos com quem faz sucesso. Dividir aprendizado é muito importante, somente assim a gente cresce. Jogador precisa que ter confiança e treinador deve ter conceito”.

O treinador do Fortaleza também não se mostrou muito fã do futebol ‘retrancado’: ”O Leicester ganhou (a Premier League) assim. Conversei com o (Claudio) Ranieri, perguntei a ele como fizeram aquilo e ele respondeu: “Eu não sei como”. Qual o prazer do jogo? Se você tiver condições de manter a bola… Por isso busquei um goleiro (Felipe Alves) que possa participar. Jogo com volantes que são mais (camisa) 8 do que 5, e na minha concepção, quem arma o jogo é meu goleiro, então fui atrás de um que possa oferecer essa opção. Porque o campo fica grande e o adversário tem que correr mais. Dá mais trabalho sim, e dá mais orgulho também”.

Foto: Getty Images

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