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STJD mantém pena ao Cruzeiro por incidentes no jogo do rebaixamento

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Junho mal começou e continua sendo um mês animado no Cruzeiro, mas não do jeito que dirigentes e torcedores gostariam. Primeiro foi o incêndio atingiu o CT do futebol de base do clube, depois a Justiça determinou o bloqueio de R$ 653 mil nas contas do clube, que em seguida teve dois jogadores testando positivo para Covid-19 – um volante e um zagueiro. E se a crise financeira levou a Raposa a rescindir os contratos de Edilson e Robinho, agora o clube sabe que o recurso impetrado no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD) não surtiu efeito: foi mantida a punição pelos incidentes no jogo do rebaixamento à Série B do Brasileirão.

O Cruzeiro foi multado em R$ 50 mil e punido com três jogos com portões fechados – que serão cumpridos quando for autorizada a volta do público aos estádios – por causa dos acontecimentos na derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, no Mineirão, no dia 8 de dezembro de 2019. O árbitro Marcelo de Lima Henrique teve de encerrar a partida antes do tempo normal, uma vez que, aos 40 minutos do segundo tempo, os conflitos nas arquibancadas atingiram proporções que ameaçavam quem estava no gramado, além de torcedores que nada tinham a ver com as cenas de vandalismo.

Torcedores depredam grande de separação na arquibancada (Reprodução GloboNews)

Na súmula, o árbitro relatou bombas atiradas no campo pela torcida do Cruzeiro que estava atrás do gol do Palmeiras. Cadeiras da arquibancada foram danificadas, além de espelhos, bebedouros e 40 TVs quebrados na parte interna do estádio. Por tudo isso, o STJD manteve, por 5 votos a 3, as punições que foram aplicadas em primeira instância, por “desordens, brigas, confusões e término do jogo contra o Palmeiras antes do tempo previsto”. A Raposa ainda terá de cumprir penas por problemas nos jogos contra CSA e Atlético-MG: mais uma partida com portões fechados e perda de mando de campo, respectivamente.

E se junho começou mal, o mês anterior não foi dos melhores. Diante da pandemia da Covid-19, que vem asfixiando também os clubes financeiramente, a diretoria teve de cortar salários de jogadores e funcionários quando já havia dois meses de atraso nos pagamentos. Despesas milionárias do clube estão sendo investigadas, e o ex-presidente Wagner Pires de Sá teve de explicar um gasto em casa de “entretenimento adulto” usando o cartão corporativo. Técnico da equipe durante parte do Brasileirão 2019, Mano Menezes entrou na Justiça contra o Cruzeiro, que passou a correr o risco de perder mais seis pontos na Série B caso por causa de dívidas.

Em nova eleição presidencial, que elegeu Sérgio Santos Rodrigues até o fim deste ano, houve até cusparada no ex-presidente Zezé Perrella. A crise continuou com a investigação da venda de Mayke em 2018, até o momento que o dono do patrocinador máster do Cruzeiro anunciou que agiria financeiramente para o clube não perder mais pontos antes do início da Série B. Em seguida, a diretoria conseguiu pagar atletas, funcionários e, principalmente, a dívida na Fifa por Willian. A Raposa, inclusive, começou a trabalhar para conseguir mais um patrocinador.

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