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Valdivia fala sobre relação com Palmeiras, traição, e detona ex-presidente: “Burro de verdade”

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Valdivia foi, inegavelmente, uma das figuras mais marcantes do Palmeiras no século. Foram duas passagens, em 2007 até 2008, e em 2010, por onde permaneceu por cinco anos. O que se pode afirmar, é que, apesar do sucesso com a bola, sem ela, ele se envolveu em bastante polêmica.

Em entrevista no “Aqui com Benja”, dos canais “Fox Sports”, o chileno abriu o jogo e contou os bastidores de sua saída do clube. Primeiramente, ele atribui boa parcela da culpa ao ex-dirigente, Alexandre Mattos:

“Sim, 90%. Quando meu contrato estava para ser renovado, tem aquele negócio de produtividade. Fui muito claro, não tem problema se quiser fazer, mas vi muita coisa estranha, que eu não aceitava, porque achei que não era certo. Por exemplo, eu era jogador de seleção. Se eu ia (convocado), não iria receber salário. Ir para a seleção era um castigo. Eu senti isso. Além de ser o cara que ia para a seleção sendo jogador do Palmeiras, eu seria castigado. Perguntei e ele me disse: ‘Sim, sim, se for para a seleção, não vai receber. Achei injusto. A seleção é um prêmio, é a melhor coisa para um jogador, defender o seu país”, disse.

Foto: Twitter
João Felix

Ainda sobre sua saída, Valdivia contou que a negociação de Mattos com Lucas Barrios foi feita sem transparência com ele, que se sentiu desprestigiado no elenco. Além disso, disse que Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, o colocou de ‘castigo’, traindo sua confiança:

“E tiveram outras coisas também. Ele falou para mim e com o tempo, descobri que não (era verdade). Quando o Barrios chegou… O esquema era esse: eles me mandarem embora e trazer um cara conhecido, rodado, para ele (Alexandre) sair na imprensa: ‘Eu trouxe o Lucas Barrios’. Ele disse para mim que não tinha interesse no Barrios, que não tinha ligado para ele, que não existiram reuniões. Quando o Barrios chegou, conversei com ele, que me disse que o Mattos tinha ido para o Chile na época da Copa América. Ele (Mattos) mentiu. Vi muita coisa estranha, fiquei muito sentido com o Paulo Nobre. Ele me separou, me deixou treinando separado do time. Achei que não era um trato legal para alguém que passou muitos anos no Palmeiras. Ele era o presidente, nós sofremos juntos. Me senti traído por ele, que não me escutou. Nesse momento, fiquei muito triste por causa dele. Eu tinha uma relação boa com ele, pelo fato dele me conhecer, eu conhecê-lo, me senti traído. Isso não tem nada a ver com a função de presidente. É um dos melhores que o Palmeiras teve até hoje, é muito palmeirense. Não tenho nada para falar da função de presidente, mas sim da outra. Me afastar, mandar ou decidir que eu ia treinar separado”, relatou.

Foto: Twitter

Outro presidente acabou sendo incluído na “lista negra” de Valdivia: Arnaldo Tirone. O chileno contou os bastidores do rebaixamento de 2012, e falou sobre uma polêmica foto do então presidente do clube, que curtia a praia um dia depois da queda.

“Outro que fez muito mal ao Palmeiras foi o Tirone. Eu nunca vou esquecer a foto dele na praia. A gente sofrendo uma pressão danada para não cair para a Série B e ele na praia. Na hora eu falei: esse cara é pior que eu, está mais louco que eu (risos). Esse era burro de verdade (risos) ”, contou.

Mas, apesar das diversas rusgas com a diretoria, que, segundo ele, não o dão o devido valor, Valdivia falou sobre o carinho que tem pelo clube, abrindo as portas para uma volta, nem que seja como espectador de honra:

“É lógico que quero voltar. Gostaria muito de, um dia, voltar para, pelo menos, assistir a um jogo como convidado. Nunca sou lembrado em nada, nunca sou citado. Se tiverem problema comigo, podem ligar, mandar mensagem. Pelos sete anos que passei lá, gostaria de, um dia, ser lembrado nas redes sociais do clube, com um parabéns, feliz aniversário, um vídeo com jogada minha. Mas, independentemente de qualquer coisa, sou palmeirense. Não esqueçam isso. Sou feliz só em ver o Palmeiras, no fim do ano ou de um campeonato, aparecendo ali “campeão”. Sou eternamente agradecido e feliz por fazer parte da história do Palmeiras”, finalizou.

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