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Paulo Autuori se posiciona sobre volta aos treinos: “Não têm o mínimo de sensibilidade”

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Na noite desta sexta-feira, foi a vez de Paulo Autuori, técnico do Botafogo, fazer uma live ao canal “BotafogoTV”. O comandante falou sobre a volta aos treinamentos, que em alguns estados está ocorrendo. Com pulso firme, e alinhado com as recentes declarações da diretoria botafoguense, Autuori foi incisivo.

“Um dos momentos mais complicados que estamos a passar. Nós somos profissionais e seres humanos, mas não podemos confundir necessidade com vontade. Qualquer profissional de qualquer segmento quer voltar a trabalhar normalmente, nós aqui não somos diferentes. Mas a necessidade nos faz pensar que não é o momento. É incrível como as pessoas não têm o mínimo de sensibilidade. Não é para voltar de maneira precipitada, acredito que clube algum esteja 100% pronto para voltar nesse momento”, disse.

Foto: Twitter

“Nenhum clube está totalmente preparado para isso. Se falar que sim está jogando para a torcida. Não sabemos a realidade. Sou totalmente contrário e o Botafogo, de maneira brilhante, se coloca com essa postura, assim como o Fluminense. Eu acho que, acima de tudo, temos que estar preparados em relação aos protocolos para que, quando a gente possa retornar aos treinos, estejamos minimamente desenvolvidos. Mas aí entra o aspecto econômico… Qualquer preparação para ficar minimamente pronto para a volta dos treinos exige dinheiro”, completou o técnico.

Autuori aproveitou o assunto para pedir uma maior participação dos atletas, para que se posicionem contra as atividades nos CTs. Lembrando que o Flamengo já treina no Ninho do Urubu, gerando controvérsia na mídia e até sanção da Prefeitura.

“Os jogadores deveriam se posicionar muito mais, assim como nós treinadores. Sem receios, porque deveríamos entender a força que temos. Qualquer profissão quer regressar à sua vida normal. A necessidade é totalmente contrária. Só pensam nos profissionais que estão na ponta de cima do iceberg, e a gente sabe que eles não são os únicos. Nós, da comissão técnica, somos privilegiados. Andamos de carro. E os outros? Os que fazem a roda girar? Eles têm que ser valorizados, preservados. Temos que lutar por eles. Os jogadores deveriam e deverão tomar posição. Gosto muito quando vejo alguém se posicionar”, finalizou.

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