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Fla e Vasco encontram Bolsonaro, e Bota critica: “Podem virar homicidas”

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Os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do Vasco, Alexandre Campello, estiveram nesta terça-feira em Brasília para uma reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro. A intenção dos dirigentes é contar com o apoio do chefe do Executivo para a retomada do futebol no Rio de Janeiro, uma vez que Bolsonaro já demonstrou apoio à volta das competições e, desde sempre, minimizou a importância das medidas contra a Covid-19, incluindo o isolamento social e a quarentena.

No encontro, que teve a participação do senador Flávio Bolsonaro, o filho 01 do presidente, e do diretor de marketing do Flamengo, Alexsander Santos, foram ignoradas recomendações divulgadas no dia 13 de março pelo Ministério da Saúde, em alinhamento com a Organização Mundial de Saúde (OMS): a reunião foi realizada em ambiente fechado, e ninguém estava usando máscara, além de o distanciamento não ter sido respeitado.

Flávio Bolsonaro, Alexandre Campello, Jair Bolsonaro, Rodolfo Landim e Alexsander Santos (Reprodução)

A pressão pelo retorno do Campeonato Carioca não tem o apoio do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do prefeito da cidade, Marcelo Crivella, que no mesmo dia revelou que não autorizou a volta de Flamengo e Vasco aos treinos. Mais do que isso, Fluminense e Botafogo também são contrários à retomada durante a pandemia, inclusive dos treinos.

João Felix

Ex-presidente alvinegro e membro do Comitê Gestor do futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro foi duro nas críticas a Flamengo e Vasco em entrevista ao “Globoesporte.com”: “Eles estão agindo por conta própria. Ninguém nos procurou, porque sabem que não somos irresponsáveis. Podemos ter problema, faltar dinheiro, e não temos o elenco do Flamengo, mas aqui não tem irresponsável. Isso é uma covardia com jogadores, comissão técnica e os familiares de todas essas pessoas”.

Almoço descumpre normas estipuladas pelo Ministério da Saúde e pela OMS (Reprodução)

Montenegro disse que já conversou com o presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, e garantiu que a postura do clube não muda. “A posição do Botafogo é a não jogar, então acho que a posição de Flamengo e Vasco é fazer um Carioca só com eles dois, uma Copa do Brasil só com eles dois e um Campeonato Brasileiro só com eles dois”, disse o dirigente, ressaltando que o momento deveria ser de união.

“Os clubes têm que ser grandes dentro e fora de campo, e a atitude deles é de time pequenininho. Eles podem se tornar homicidas forçando uma barra dessas. Quem vai se responsabilizar se um atleta ou um funcionário passar para um membro da família ou para alguém em casa? Que protocolo é esse? As pessoas vêm treinar e podem estar contaminadas quando voltam para casa.”

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