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Cruzeiro tem despesas milionárias investigadas

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A crise financeira e administrativa parece não ter fim para o Cruzeiro. De acordo com o ”Globoesporte”, nesta segunda-feira (18), um documento investigativo sobre as finanças do clube foram entregues ao Ministério Público de Minas Gerais pela empresa Kroll. O documento exibe 39,2 milhões de reais com gastos suspeitos.

Rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro no ano passado, o Cruzeiro busca fazer uma ‘limpa’ na instituição. O documento foi entregue ao Ministério Público por dirigentes do próprio clube e parte dele foi revelado à imprensa. A Polícia Civil também investiga o caso. 

Confira os principais números:

  • R$ 13,2 milhões pagos em 13 comissões a intermediários que não estão cadastrados na CBF (prática vedada pelo Regulamento Nacional de Registros e Transferências do futebol brasileiro).
  • Oferecimento de direitos econômicos de jogadores em garantia de pagamento de dívida em dois contratos (proibido pelo mesmo regulamento nacional), envolvendo um menor de 9 anos.
  • Pagamento a familiares de jogadores amadores menores de idade, através de empresas de consultoria.
  • Pagamento de comissão de R$ 500 mil a um empresário por negociação de atleta amador menor de idade.
  • Fornecimento de 10% dos direitos de um menor amador a um intermediador, caso o atleta se tornasse profissional e futuramente fosse vendido pelo clube.
  • Pagamento de R$ 7 milhões em comissão a intermediários por aumento salarial de jogadores que já pertenciam ao Cruzeiro. Relatório indica que um contrato previa pagamento de bonificação a intermediário todas as vezes que o atleta atingisse metas. De acordo com a investigação, é uma prática legal, mas que prejudica o Cruzeiro.
  • As despesas do Cruzeiro tiveram salto de R$ 770 milhões entre 2016 e 2017 para R$ 1,1 bilhão entre 2018 e 2019. Houve aumento de 50% no pagamento de salários, na análise dos mesmos períodos.
  • R$ 80 mil pagos em cartões de créditos corporativos por causa de “despesas pessoais e não condizentes com as atividades performadas pelo Cruzeiro” como, por exemplo, “casa noturna de entretenimento adulto”. Além de R$ 1,5 milhão em pagamentos de notas de débito de dirigentes, sem descrição dos gastos nos registros.
  • R$ 8,5 milhões pagos a empresas vinculadas a dirigentes e/ou seus familiares.
  • R$ 6 milhões pagos a empresas vinculadas a 52 conselheiros, apesar de o estatuto do clube vedar a prática.
  • R$ 2,1 milhões pagos a empresas de consultoria jurídica, tributária e de engenharia, com “descritivo genérico de atividades”, além de R$ 591 mil em comissão por negociação de contrato de patrocinadores.

O Cruzeiro terá eleições na próxima quinta-feira (21). O objetivo esportivo desse ano é o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Caso não inicie uma reestruturação sólida e suba para a primeira divisão, o time celeste poderá sofrer drásticos danos financeiros.

João Felix
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