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“Betsul deve ser um agente transformador da sociedade, antes mesmo de uma empresa comercial”, diz CEO da empresa

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Em meio à crise, diversas empresas tiveram que readaptar suas atividades, como foi o caso da casa de apostas Betsul. Em entrevista ao “GMB”, Fernando Rivas, CEO da operadora, contou como a pandemia afetou os negócios, futuro das apostas no eSports e também quais os planos após a crise. 

Fernando Rivas em entrevista ao "GMB" - Foto: Reprodução/Games Magazine

Rivas disse que o Betsul já colaborou com projetos sociais durante a pandemia, como o “G10 Favelas”, e irá patrocinar outro evento de caridade “Todos por Um”, a fim de engajar os clientes a ajudar com doações. O CEO conta como surgiu a iniciativa de patrocinar o “Todos por Um”, qual a finalidade ao realizar o investimento no projeto e também a relação da empresa com o eSports. 

“Todos por Um” é uma iniciativa do “Jogo do Bem”, entidade que foi batizada com este nome no Brasil, onde é pioneira. Formalmente o programa faz parte da fundação internacional sem fins lucrativos chamada “Gambling for Change Foundation”. O projeto visa captar doações de empresas, que terão suas marcas expostas nas transmissões, e de telespectadores que poderão doar através do site. Pela estreita ligação que o “Jogo do Bem” tem com o Betsul no Brasil, quando soubemos da bela iniciativa nos colocamos logo à disposição para ajudar nessa causa do combate ao Covid-19 para ajudar a população mais fragilizada, onde a “G10 Favelas” faz um lindo trabalho nas 10 maiores favelas do Brasil”. 

Ainda acrescentou: “O Betsul estará presente com sua marca como um dos patrocinadores do evento beneficente, onde de início já colaborou com uma quantia de valor fixo para a ONG “G10 Favelas”, e irá fazer ações para engajar seus clientes a colaborar com doações para o projeto. Tivemos o privilégio também de ajudar com o relacionamento que o Betsul vem criando neste último ano com o esporte no Brasil para trazer o apoio dos clubes e jogadores de futebol nessa ação social”.  

Rivas falou sobre as ações solidárias e doações do Betsul à sociedade brasileira. Segundo ele, esse é o propósito da empresa e está no “DNA”. Ainda ressaltou que o Brasil terá seu lugar de destaque no mundo apenas com igualdade e justiça social.

“O Betsul tem no Brasil a missão de ser um agente transformador da sociedade, antes mesmo de ser uma empresa comercial. Nós acreditamos que somente com a igualdade e justiça social é que o Brasil terá seu lugar de destaque no mundo. Entendemos que será só ajudando e engajando nossos clientes em causas sociais é que o setor de apostas esportivas terá o apoio irrestrito da sociedade brasileira”. 

Projeto "Todos por Um" - Foto: Reprodução/Games Magazine

Sobre a paralisação dos jogos, que resultou na mudança do foco para o eSports, Rivas explica como foi que o Betsul entrou nesse mercado e ainda comentou sobre o período crítico enfrentado pelo Brasil e pelo mundo. 

“O Betsul já tinha nos planos para o segundo semestre de 2020 passar a oferecer eSports para seus clientes, então tivemos apenas que antecipar a ideia para o primeiro semestre deste ano. Entendemos que grande parte da audiência de eSports é diferente da base de clientes de esportes comuns, e para trazer essa nova audiência é preciso campanhas específicas para este público. Porém, com a grande falta de eventos esportivos, parte da base de clientes dos esportes comuns passou a apostar em modalidades conhecidas de eSports, tais como os jogos de futebol virtual FIFA ou PES. Contudo a maior parte de clientes habituados a apostar em esportes comuns ainda não conhecem boa parte dos eSports mais populares, tais como LoL, CS:Go, dentre outros.

Sobre a crise, Rivas relatou: “Quanto as perdas durante a pandemia, não há duvidas que não só as apostas esportivas vêm sofrendo um grande impacto pela parada dos grandes eventos esportivos, mas todos deverão se adaptar, e todos os envolvidos neste processo devem ser responsáveis e passar a orientação correta ao público para que possamos voltar às atividades o mais breve possível”. 

Segundo o CEO, os jogos online terão um crescimento ainda acentuado principalmente após a Covid-19, pois a nova geração cresceu com mais acesso à informação e à tecnologia. Para ele, o esporte agregará um novo público às apostas, porém de maneira consciente.

“Sim, eSports terão um crescimento ainda mais acentuado principalmente no mundo após o coronavírus. É um público mais jovem que cresceu com mais acesso à informação e à tecnologia. Com isso eles são mais conscientes de que as apostas esportivas são apenas mais uma forma de entretenimento e não para que eles fiquem “ricos” com a atividade. É um público mais atualizado e antenado com as tendências do futuro”.

Foto: Reprodução/Site

Outro assunto abordado na entrevista foi sobre o preconceito com as casas de apostas no Brasil. Para ele, é algo “normal”, pois a população tem como referência os bingos que não tinham regulamentação adequada, controle e fiscalização. 

“Na minha opinião, a falta de regulamentação adequada, controle e fiscalização que existiu durante o período dos Bingos no Brasil causou uma ferida enorme na população. Na época, pela falta das melhores práticas por boa parte dos operadores durante um período muito extenso, acabou gerando um dano quase que irreparável e destruindo a vida de muitas pessoas e de seus familiares. Isso ficou marcado na “alma” do brasileiro, portanto entendemos que esse é o principal motivo do preconceito e que isso é uma forma de defesa da sociedade para evitar que isso volte a ocorrer no futuro”.

O CEO do Betsul ainda opinou sobre a quarentena e sobre a sobrevivência do futebol brasileiro sem as atividades. Para ele, as crises dos clubes não têm a ver somente com a pandemia, mas sim com as respectivas diretorias. Rivas, no entanto, acredita que a era pós-coronavírus trará frutos a todos os times, embora não esteja otimista com uma melhora breve do cenário. 

“Penso que o modelo atual do futebol brasileiro já vinha enfrentando problemas e estava com os dias contados, a pandemia vai apenas acelerar este processo e forçar o sistema do futebol brasileiro a ter que se reinventar e mudar para melhor. Na minha opinião, parte dos clubes de futebol estão nessa situação delicada porque uma parte de seus dirigentes muitas vezes acaba tomando decisões baseadas em política interna e não decisões racionais baseadas no negócio futebol. Acho que no final, após esse processo doloroso que a quarentena vai desencadear, vai trazer frutos positivos de forma geral, mas para que isso melhore, antes ainda vai piorar um pouco mais, e depois a maioria dos clubes que ainda não tinham atitudes compatíveis aos grandes clubes europeus irão se curvar e espero que felizmente aprendam com todo esse processo. Nós do Betsul somos a favor da ciência para segurança e saúde da população, sempre preservando a vida. Cada país e cada região neste momento enfrenta uma realidade, e acredito que a quarentena deva ser conduzida em cada local de acordo com sua realidade”. 

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