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Ronaldo envia carta de força aos torcedores e relembra: “Também me disseram que não voltaria a andar”

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Atual presidente do Real Valladolid, Ronaldo Nazário enviou uma carta aos torcedores do time em meio à pandemia do coronavírus. O ex-jogador relembrou um momento marcante de sua carreira para dar motivação aos fãs do clube, pois a Espanha é um dos países mais afetados pelo Covid-19.

Na carta, Ronaldo agradece a paciência, assim como todo o otimismo perante às dificuldades enfrentadas pelo país. Para ele, estar em casa é um gesto de solidariedade a todos e afirma que nunca estiveram tão juntos como nesse momento delicado. 

“Estou convencido de que nunca estivemos tão juntos. Estamos em nossas casas por nós próprios, por aqueles que amamos, por todos aqueles que nem sequer conhecemos, mas que já não estão conosco. Ajudamo-nos uns aos outros e propagamos a solidariedade de diversas formas. Escrevo para agradecer que você esteja aí, pela paciência, cautela e otimismo perante todas as dificuldades, desafios e perdas que temos de defrontar nestes tempos difíceis”, relata um dos trechos da emotiva carta escrita pelo dirigente brasileiro.

Ronaldo ainda recordou um momento difícil em sua carreira, quando afirmaram que ele não poderia jogar mais e muito provável que nem andar seria possível. Como estímulo aos torcedores, o brasileiro falou de sua superação e disse que, quando olharem para trás, recordarão todas as batalhas vencidas, principalmente durante o isolamento social. 

“Quando sofri a minha primeira e a mais grave lesão no joelho, algumas pessoas me disseram que nunca mais voltaria a jogar e nem sequer voltaria a andar. Senti que estavam querendo acabar com a minha própria vida. Puseram à prova os meus limites. Lutei para mudar essas opiniões e mostrar a todo o mundo que podia voltar a fazer o que mais desejava. Foram três anos muito difíceis de reabilitação, porém estava motivado pelo desejo de voltar a sentir tudo aquilo que só se pode sentir dentro do campo, com a bola nos pés. Finalmente, chegou talvez o mais emblemático momento da minha carreira: em 2002 lá estava eu, no Japão, disputando pelo Brasil a final do Mundial. Marquei dois gols contra a Alemanha e dei ao meu país o título de pentacampeão. Para mim, foi a consagração do regresso. Tenho a certeza de que você também, quando olhar para trás, recordará quantas vezes levantou de todas as batalhas durante a vida para fazer possível o impossível e chegar onde está, ser quem você é”, finalizou.

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