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Bandeira de Mello rebate críticas sobre fala polêmica

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Ex-presidente do Flamengo se eximiu de culpa sobre tragédia do Ninho

Após dizer ao jornalista Jorge Nicola, da ESPN Brasil, que o incêndio no Ninho do Urubu, que provocou a morte de dez atletas da base do Flamengo, não teria acontecido caso ainda fosse o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello concedeu uma entrevista à Fox Sports, nesta quinta-feira, para se justificar.

Incomodado com a repercussão de sua fala na terça-feira, o ex-presidente explicou que a afirmação se deveu ao fato de, ainda em seu mandato, os jovens das categorias de base do clube já utilizarem o antigo centro de treinamento dos profissionais, e não o alojamento onde ocorreu o incêndio.

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“Quando eu falei que se eu fosse presidente do Flamengo não teria havido o incêndio, eu estava me referindo ao fato de que os jogadores da base do Flamengo já estavam ocupando o Centro de Treinamento novo antes de eu sair da presidência”, falou Bandeira, que foi presidente do clube entre 2013 e 2018.

O ex-presidente ainda rebateu alguns pontos da nota oficial divulgada pelo Flamengo após sua entrevista. Bandeira de Mello afirmou não ter recebido nenhum documento de interdição do Ninho do Urubu, assim como multas em relação ao alojamento dos jovens.

“Não houve nenhuma multa, nenhuma advertência sequer, nem de órgãos estaduais, muito menos de bombeiros, relativo ao alojamento dos meninos. Nunca teve. A tal interdição da prefeitura, que nunca ninguém viu, vocês cobriram os treinos do Flamengo durante um ano e três meses, no meu mandato, sem saber que o CT estava interditado. Nem eu saiba, nem ninguém sabia, nem o prefeito sabia, porque ele mandou representante na inauguração do CT que, teoricamente, ele teria interditado”, finalizou o ex-dirigente.

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